domingo, 31 de julho de 2011

NEOQEAV

Há 7 anos atrás eu escrevi para você pela primeira vez:
"Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você".
E te falei de novo no aeroporto quando você partiu.

Pena que você se esqueceu.
Mas por mais que eu queira, quem não consegue esquecer sou eu.

Desapego

Agora meu desapego é o meu sossego...

Que minha dedicação seja daqueles que dela mereçam.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quase

A presença dele não é constante.
Se ele não vem, eu não sinto saudade e muitas vezes eu não percebo a sua ausência.
Mas basta ele aparecer uma vez para eu entender o quanto ele me enlouquece.
Enlouquecer que segundo o dicionário é perturbar completamente a razão de alguém é algo que ele consegue fazer comigo sem ao menos querer isso.
Ele não ousa me tocar ou me abraçar, e é isso que me enlouquece. É o quase.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Me despedi

Ficava a fantasiar os motivos para enganar a dor de saber que você não me queria mais por perto.

Para quem sabe em algum momento, você voltasse atrás e me pedisse para ficar.

 

Chorava de noite baixinho pedindo para que tudo o que você disse fosse uma ilusão.

Para quem sabe em algum momento, eu acordasse desse pesadelo.

 

Perguntavam-me porque partia. E eu vivia a mentir sobre a verdade.

Para quem sabe em algum momento, a mentira se tornasse verdade.

 

Mesmo assim carreguei a verdade, as malas e me despedi.

Encerrando ciclos.

domingo, 26 de junho de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Banal

Todos os dias nós vemos as pessoas morrerem. Vemos de maneira fria como se fosse uma notícia banal.

Até quando recebemos a noticia da morte de um ente querido em idade avançada encaramos de forma banal.

Ontem eu poderia ter encarado essa noticia de forma banal também.

 

Mas quando eu me deparei com ela, não era o banal que estava na minha frente.

Foi como se tudo parasse. O mundo parou de girar por um instante e as respirações de todos cessaram.

Somente eu e ela não paramos. Ela estava ali chorando e eu fiquei observando as lágrimas dela.

Fiquei observando seu sofrimento como se eu nunca tivesse visto alguém sofrer antes e de repente eu sofri junto também.

 

Eu lembrei de todas as coisas que nós vivemos perdendo durante a nossa vida.

Perdemos oportunidades. Perdemos empregos. Perdemos amigos. Perdemos parentes.

E assim perdemos amores também.

Quantas vezes eu fiquei chorando por pessoas que eu achava que eram grandes amores e eram na verdade, grandes idiotas?

Assim como eu já fiquei chorando por diversas vezes por pessoas que poderiam ter sido e não se tornaram grandes amores por algo que eu possa ter feito, algo que ele fez ou algo que a vida nos fez.

 

Mas e quando isso acontece com o amor da sua vida?

Não um amor que você acha o amor da sua vida. Mas alguém com quem você escolheu dividir a sua vida e efetivamente dividiu ela por mais de 60 anos.

60 anos que você dividiu não só sua vida, mas sua casa, sua cama, seus planos, seus caminhos, suas escolhas e porque não sua alma?

O que você pensa quando você perde este grande amor da sua vida?

E pior, o que você pensa quando uma metade sua vai embora sem querer ir embora?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Eu não me entendo...
E não te entendo também...